Riacho de Santana no início do século XX
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Almmanak Laemmert Ano 1912 |
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Vista do casarão que pertenceu a Satyro Ferreira Nunes e abrigou uma das poucos engenhos mecânicos de algodão da época. Atualmente pertence aos herdeiros de Antônio de Enéas e Delfina. Foto: Álvaro Rangel |
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Almmanak Laemmert - Ano 1912 |
Em 1920, o governo federal realizou um censo de propriedades rurais. Todos os proprietários que possuíam terrenos foram chamados a se inscreverem. Sabe-se que nem todos os proprietários responderam e, portanto, seus resultados não representam totalmente a realidade. No entanto, é mais uma maneira de identificar quais elementos da nossa sociedade dispunham de acesso à terra e à visibilidade por meio de órgãos oficiais do governo.
Proprietários registrados no nome Pau de Arco: Pedro Vianna - já citado; Manoel Vianna - filho do anterior; Manoel Alves Ferreira; Manoel Faustino da Silva - já citado; João Francisco da Costa - Nascido em 1890, era conhecido por João Lagoa, em virtude de seu pai, Francisco Sebastião, um dos moradores mais antigos do Espaduado (Rafael Fernandes - RN), ser referenciado como Francisco da Lagoa.
Proprietários registrados no nome Sobradinho: Francisco Monteiro de Britto - a família Monteiro de Britto era oriunda da Paraíba e estabeleceu-se no Sobradinho entre o fim do século 19 e início do século 20. Ligou-se, por meio de casamentos, com as famílias Gonçalo e Felipe. Francisco era filho de Manoel Monteiro de Britto e Úrsula Pessoa.
Proprietários registrados no nome Muquém: João Luís Pereira - não encontramos notícias suas anteriores ao Sítio Muquém; José Mathias Nunes - era filho de Mathias Ferreira e Raimunda Nunes, da Água Nova, casou-se com Rosa Maria tornando-se genro de João Luís Pereira; José Marinho da Silva.
Proprietários registrados no nome Riacho de Sant'Anna: Manoel Francisco do Nascimento - não se sabe se este seria Manoel Francisco do Nascimento Souza, proprietário no Tabuleiro do Padre, ou se seria Manoel Francisco do Nascimento, descendente de Matias Fernandes e pai de João Santos, Cypriano Santos, Francisco Santos e Antônia, esposa de Joaquim Soares. O povo falava de um antigo proprietário da fazenda Junco chamado Manoel Francisco, que possivelmente era um dos dois já citados. É provável que a fazenda Junco seja referenciada aqui como Riacho de Sant'Anna.
Proprietários registrados no nome Riacho de Santa Rita: Manoel C. da Silva - possivelmente Manoel Cajé da Silva.
Proprietários registrados no nome Pahul: Antônio Rufino Cardoso - chegou ao Paul em 1906, em virtude do falecimento de seus pais, para a companhia de sua irmã mais velha Teresa, na época casada com Alcebíades Gomes. No Paul, casou-se com duas filhas de Manoel Eloy de Carvalho, chamadas Francisca e Ana Cirila. Era descendente de Matias Fernandes por parte de Marcolino José de Bessa.
Proprietários registrados no nome Baixa do Arroz: Raymundo Felippe do Monte - filho de Francisco Ferreira do Monte, também trabalhava como ferreiro. É pai, dentre outros, de Nel Ferreira, Horácio Ferreira e Antônio Ferreira.
Proprietários registrados no nome Catolé: Euclydes Fernandes de Senna - era filho de Pedro Rodrigues da Costa e Joana Emília de Jesus, da família Barros da Gangorra, e casou-se com Luzia Maria da Conceição, filha de José Maria Bento.
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